segunda-feira, 30 de março de 2009

1ª Fase (1896 - 1912) - A Idade do Ouro

Entre 1908 e 1911, forma-se um centro carioca de produção de curtas que, além da ficção policial, desenvolve vários gêneros: melodramas tradicionais (A cabana do Pai Tomás), dramas históricos (A república portuguesa), patrióticos (A vida do barão do Rio Branco), religiosos (Os milagres de Nossa Senhora da Penha), carnavalescos (Pela vitória dos clubes) e comédias (Pega na chaleira e As aventuras de Zé Caipora).
O Rio conheceu a idade do ouro do cinema brasileiro, predominando uma produção em que os filmes reconstituíam os crimes, crapulosos ou passionais, que impressionavam a imaginação popular. Essa idade do ouro não poderia durar, pois sua eclosão coincide com a transformação do cinema artesanal em importante indústria nos países mais adiantados.
Há um êxodo dos profissionais da área para atividades comercialmente mais viáveis. Outros sobrevivem fazendo "cinema de cavação" (documentários sob encomenda). Dentro desse quadro, há manifestações isoladas: Luiz de Barros (Perdida), no Rio de Janeiro, José Medina (Exemplo regenerador), em São Paulo, e Francisco Santos (O crime dos banhados), em Pelotas (RS).
Todas as filmagens brasileiras realizadas até 1907 limitavam-se a assuntos naturais. A ficção cinematográfica, o "filme posado" só apareceu com o surto de 1908 e a primeira fita de ficção realizada no Brasil foi “Os estranguladores” de Antônio Leal.
De 1912 em diante, durante dez anos, foram produzidos anualmente apenas cerca de seis filmes de enredo, nem todos com tempo de projeção superior a uma hora. Um grande número de fitas inspiradas na nossa literatura, em especial na romântica Inocência, “A Moreninha”, “O Guarani” e “Iracema”.
Os principais realizadores do período foram Francisco Serrador, Antônio Leal, os irmãos Botelho e o cineasta italiano Vittorio Capellaro.

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