segunda-feira, 30 de março de 2009

1º Filme Nacional Inteiramente Sonorizado

O ciclo pernambucano, com Edson Chagas e Gentil Roiz, é o que mais produz. Os primeiros filmes, de 1925, “Retribuição” e “Jurando vingar”, são de aventuras, que contam até com personagens que lembram caubóis. Os temas regionais aparecem com os jangadeiros de “Aitaré da praia”, com os coronéis de “Reveses” e “Sangue de irmão”, ou com o cangaceiro de “Filho sem mãe”.
Em São Paulo, José Medina, acompanhado do cinegrafista Gilberto Rossi, dirige o longa “Fragmentos da vida”, em 1929. No mesmo ano, é lançado o primeiro filme nacional inteiramente sonorizado: “Acabaram-se os otários”, de Luiz de Barros.

(Cenas do filme de 1929 "Acabaram-se os otários").

No Rio de Janeiro, em 1930, Mário Peixoto realiza o vanguardista “Limite”, influenciado pelo cinema europeu.
Datam destes anos também os primeiros sinais da tomada de consciência cinematográfica nacional, com as revistas e jornais dedicando colunas e matérias ao filme brasileiro, como por exemplo a Cinédia.
Humberto Mauro demonstrou que o cinema nacional começava a dominar os recursos do cinema narrativo.

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