Empreendimento grandioso, a Companhia Vera Cruz foi o mais importante estúdio cinematográfico brasileiro da década de 50, tendo sido fundada em São Bernardo do Campo pelo produtor italiano Franco Zampari e pelo industrial Francisco Matarazzo Sobrinho em 4 de novembro de 1949. Renegando a chanchada, contrata técnicos estrangeiros e ambiciona produções mais aprimoradas.
Era caracterizada por um sistema de estúdios, com a preocupação de produzir industrialmente seus filmes, que constituíam dramas universais, no melhor estilo hollywoodiano, lançando no mercado um verdadeiro star-system composto por nomes como os de Tônia Carrero, Anselmo Duarte, Jardel Filho, Marisa Prado, Eliana Lage entre outros, com produções, como: “Floradas na serra”, do italiano Luciano Salce, “Tico-tico no fubá”, de Adolfo Celli, e “O canto do mar”, de Alberto Cavalcanti, que volta da Europa para dirigir a Vera Cruz.
A sua principal obra comercial, que fez sucesso internacional e ganhou Cannes, foi o “Cangaceiro” (1953), de Lima Barreto, que inaugura o gênero de cangaço. Amácio Mazzaropi é um dos grandes salários da companhia, vivendo o personagem caipira mais bem-sucedido do cinema nacional.
O grande salto dado pela Vera Cruz foi sem dúvida o qualitativo técnico, pois era bem equipada, contava com uma equipe técnica – maior parte estrangeira – que trazia consigo a experiência de fora, suas produções traduziam a preocupação de ser um cinema sério, bem diferente das chanchadas cariocas produzidas pela Atlântida. No entanto os motivos do fracasso do estúdio são, entre outros, alto custo dos seus filmes, a ausência de uma distribuidora própria – sofrendo dificuldades de escoar seus produtos ao mercado e salas de cinema brasileiras.
Era caracterizada por um sistema de estúdios, com a preocupação de produzir industrialmente seus filmes, que constituíam dramas universais, no melhor estilo hollywoodiano, lançando no mercado um verdadeiro star-system composto por nomes como os de Tônia Carrero, Anselmo Duarte, Jardel Filho, Marisa Prado, Eliana Lage entre outros, com produções, como: “Floradas na serra”, do italiano Luciano Salce, “Tico-tico no fubá”, de Adolfo Celli, e “O canto do mar”, de Alberto Cavalcanti, que volta da Europa para dirigir a Vera Cruz.
A sua principal obra comercial, que fez sucesso internacional e ganhou Cannes, foi o “Cangaceiro” (1953), de Lima Barreto, que inaugura o gênero de cangaço. Amácio Mazzaropi é um dos grandes salários da companhia, vivendo o personagem caipira mais bem-sucedido do cinema nacional.
O grande salto dado pela Vera Cruz foi sem dúvida o qualitativo técnico, pois era bem equipada, contava com uma equipe técnica – maior parte estrangeira – que trazia consigo a experiência de fora, suas produções traduziam a preocupação de ser um cinema sério, bem diferente das chanchadas cariocas produzidas pela Atlântida. No entanto os motivos do fracasso do estúdio são, entre outros, alto custo dos seus filmes, a ausência de uma distribuidora própria – sofrendo dificuldades de escoar seus produtos ao mercado e salas de cinema brasileiras.
Walter Hugo Khouri (1929-2003), paulista, produz e dirige teleteatros para a TV Record, na década de 50. Trabalha como crítico de cinema e jornalista. Nos estúdios da Vera Cruz, começa fazendo preparação de produção e, em 1964, passa à frente da companhia. Influenciado por Bergman, sua produção enfoca os problemas existenciais, com trilha sonora refinada, diálogos inteligentes e mulheres sensuais. Autor completo de seus filmes, faz roteiro, direção, orienta a montagem e a fotografia. Depois de “O gigante de pedra” (1952), seu primeiro filme, seguem-se “Noite vazia” (1964), “O anjo da noite” (1974), “Amor estranho amor” (1982), “Eu” (1986) e “Forever” (1988), entre outros. 
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