domingo, 26 de abril de 2009

O Cinema Novo

Com o lema “uma câmera na mão e uma idéia na cabeça”, outros cineastas impulsionam o Cinema Novo nos anos 60. Os filmes deste período começam a retratar a vida real, mostrando a pobreza, a miséria e os problemas sociais, dentro de uma perspectiva crítica, contestadora e cultural. Neste contexto, aparecerem filmes como “Vidas secas” (1963), de Nelson Pereira dos Santos, “Barravento”, “ Deus e o diabo na terra do Sol”, ambos do diretor Glauber Rocha.
“Os fuzis”, de Rui Guerra, também pertencem à primeira fase, concentrada na temática rural, que aborda problemas básicos da sociedade brasileira, como a miséria dos camponeses nordestinos. Após o golpe de 64, a abordagem centraliza-se na classe média urbana, como em “A falecida”, de Leon Hirszman, “O desafio”, de Paulo César Sarraceni, e “A grande cidade”, de Carlos Diegues, que imprimem nova dimensão ao cinema nacional.

(Terra em transe, de Glauber Rocha, 1967)

Com “Terra em transe” (1967), de Glauber Rocha, o Cinema Novo evolui para formas alegóricas, como meio de contornar a censura do Regime Militar. Dessa fase, destacam-se “Macunaíma”, de Joaquim Pedro de Andrade, “Brasil ano 2000”, de Walter Lima Jr., “O bravo guerreiro”, de Gustavo Dahl, e “Pindorama”, de Arnaldo Jabor.

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