segunda-feira, 27 de abril de 2009

Novas produções despontam

Carlota Joaquina: Princesa do Brasil, de Carla Camurati, 1995.


Em 1994, novas produções, em preparação ou mesmo finalizadas, apontam: “Era uma vez”, de Arturo Uranga, “Perfume de gardênia”, de Guilherme de Almeida Prado, “O corpo”, de José Antonio Garcia, “Mil e uma”, de Susana Moraes, Sábado, de Ugo Giorgetti, “As feras”, de Walter Hugo Khouri, “Foolish heart”, de Hector Babenco, “Um grito de amor”, de Tizuka Yamasaki, e “O cangaceiro”, de Carlos Coimbra, um remake do filme de Lima Barreto.
A partir de 1995, começa-se a falar numa "retomada" do cinema brasileiro. Novos mecanismos de apoio à produção, baseados em incentivos fiscais e numa visão neo-liberal de "cultura de mercado", conseguem efetivamente aumentar o número de filmes realizados e levar o cinema brasileiro de volta à cena mundial. O filme que inicia este período é “Carlota Joaquina, Princesa do Brasil” (1995) de Carla Camurati, parcialmente financiado pelo Prêmio Resgate. No entanto, as dificuldades de penetração no seu próprio mercado continuam: a maioria dos filmes não encontra salas de exibição no país, e muitos são exibidos em condições precárias: salas inadequadas, utilização de datas desprezadas pelas distribuidoras estrangeiras, pouca divulgação na mídia local.

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