domingo, 26 de abril de 2009

DÉCADA DE 80

A abertura política favorece a discussão de temas antes proibidos, como em “Eles não usam black-tie”, de Leon Hirszman, e “Pra frente, Brasil”, de Roberto Farias, que é o primeiro a discutir a questão da tortura. “Jango e Os anos JK”, de Silvio Tendler, relatam a História recente e "Rádio auriverde", de Silvio Back, dá uma visão polêmica da atuação da FEB na 2ª Guerra. Arnaldo Jabor faz “Eu te amo” e “Eu sei que vou te amar”. Surgem novos diretores – Lael Rodrigues (Bete Balanço), André Klotzel (Marvada carne) e Susana Amaral (A hora da estrela). No final da década, a retração do público interno e a atribuição de prêmios estrangeiros a filmes brasileiros fazem surgir uma produção voltada para a exibição no exterior: “O beijo da mulher, aranha”, de Hector Babenco, e “Memórias do cárcere”, de Nelson Pereira dos Santos. As funções da Embrafilme, já sem verbas, começam a esvaziar-se, em 1988, com a criação da Fundação do Cinema Brasileiro.

Cena de "O Beijo da Mulher Aranha", de Hector Babenco, 1985.

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